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70% das PMEs não tem planejamento financeiro para crise

Empresas de tecnologia acreditam que a pandemia impactará mais de 50% do faturamento de seus negócios


Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Um estudo realizado pela Intuit Quickbooks, empresa de tecnologia que oferece software de gestão para PME’s e contadores, com empreendedores, revelou que mais de 70% das PME’s não têm planejamento financeiro previsto para períodos de crise, e 60% dos entrevistados acreditam que a pandemia do COVID-19 vai impactar em mais de 50% o faturamento de seu negócio. “Em média, metade das PMEs brasileiras fecham as portas antes de completarem cinco anos por problemas relacionados com fluxo de caixa. Um cenário de crise, como o que estamos vivendo, agrava essa situação”, diz Lars Leber, Country Manager da companhia. “Nosso papel é garantir que PMEs tenham acesso a ferramentas de gestão que os ajudam a ter uma melhor visão de seus negócios para que possam tomar decisões baseadas em dados”, conta. O levantamento mostrou também que 70% das pessoas que responderam a pesquisa acreditam o COVID-19 representa alto risco para seus negócios, e 20% deles diz que a pandemia tem impacto de médio risco. Cerca de 60% diz não estar preparado para enfrentar um período de crise, enquanto 25% diz que talvez esteja. Ao serem questionados sobre seu nível de confiança em relação ao planejamento de fluxo de caixa para que a crise não afete o seu negócio, 50% dizem ser baixo, e 40% estão com a confiança mediana.

Queda de receita A maioria dos entrevistados, cerca de 40%, acredita que a queda na receita será o principal impacto do negócio com o COVID-19. O segundo ponto a ter mais reflexo negativo é a queda no volume de consumidores (20%), seguida de problemas com fluxo de caixa (18%) e perda de novos negócios (15%). Entre os principais sentimentos descritos por eles perante à pandemia estão “insegurança”, “apreensão” e “tristeza”. O levantamento foi respondido por cerca de 400 gestores de PME’s com faturamento anual de até R$ 81 mil (42%), entre R$ 81 mil e R$ 360 mil (29%), entre R$ 360 mil a R$ 4.8 milhões (27%) e acima de R$ 4.8 milhões (2%). Sobre o tipo de negócio: 59% das empresas que responderam a pesquisa oferecem serviços, seguido de comércio (17%), serviço e comércio (9%), Outros (10%) e Indústria (5%). CEOs Um levantamento do Gartner, mostrou também que 55% dos Chief Executive Officers (CEOs) de empresas de tecnologia não estavam preparados para uma crise econômica como a causada pelo coronavírus. A pesquisa foi realizada de modo online entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, mesmo período em que a primeira onda de casos de COVID-19 estava sendo relatada mundialmente. O levantamento ouviu 285 CEOs e líderes de companhias do setor de alta tecnologia da América do Norte, Europa e Ásia/Pacífico, com receita anual de até US$ 250 milhões. “Enquanto a pesquisa constata que 43% dos CEOs do mercado de Tecnologia estavam preocupados com uma recessão econômica que impactasse o crescimento de receita nos próximos doze meses, muitos executivos também relataram que atrasaram a tomada de medidas preventivas a essa eventualidade”, afirma Patrick Stakenas, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. “À medida que o financiamento e o capital disponível se tornam mais escassos nas semanas e meses seguintes, mesmo após a desaceleração do surto de COVID-19, as empresas de tecnologia terão que sobreviver com os clientes existentes e guardar recursos enquanto a situação atual de mercado persistir”. Como a economia atual continua ameaçando as receitas de curto e longo prazo para as organizações em todo o mundo, os CEOs do setor de tecnologia precisam tomar duas medidas imediatas para calcular seu potencial financeiro e, assim, determinar uma estratégia de sobrevivência.

Taxa de consumo de caixa A maioria dos CEOs da área de tecnologia acompanha o crescimento da receita e a lucratividade, mas apenas uma parcela mede a taxa de consumo de caixa. Essa falta de foco no caixa está levando a sérios problemas no fluxo de caixa das empresas durante a pandemia de COVID-19 e resultando em desaceleração econômica. A taxa de consumo de caixa é calculada pela soma de todas as despesas operacionais – incluindo salários, aluguel e custos gerais – para obter a queima bruta de caixa, e de todos os pagamentos recebidos dos clientes para se obter a queima líquida de caixa. Isso mede os impactos totais dos custos em toda a organização e o uso de caixa. “O fluxo de caixa é a principal medida de sucesso ou fracasso para as empresas nas circunstâncias atuais”, explica Stakenas. “Os CEOs precisam medir seu fluxo de caixa semanalmente. Com uma previsão do ‘pior cenário’ em mãos, eles podem determinar os pontos críticos e avaliar a capacidade da empresa de sobreviver à COVID-19”. Ações críticas Se uma empresa possui menos de três meses de potencial de caixa, as chances de sobrevivência financeira são reduzidas. Para aquelas com três a seis meses de caixa, a sobrevivência exigirá um corte drástico de custos, aquisição de capital adicional ou venda da empresa. Se a corporação tiver mais de seis meses de caixa disponível, os CEOs deveriam adotar medidas imediatas para estender isso para, pelo menos, 18 meses, de forma a assegurar a sobrevivência a longo prazo e oportunidades para mais financiamento. “As empresas com menos de 18 meses de potencial de caixa precisam eliminar todos os custos possíveis”, diz o analista do Gartner. “A realidade é que organizações iniciantes, como startups, que precisam de dinheiro, terão que administrar seus negócios com muitas restrições para sobreviver”.


Por: Marystela Barbosa

Fonte: IT Forum 365

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