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Navegando pela mudança quando (ainda) não existe terra à vista


* Por Sergio Agudo Pessoas de todos os lugares do mundo estão passando por um momento sem precedentes. Nos últimos meses, a crise da covid-19 devastou a saúde – e o seu impacto nas empresas e no dia a dia dos profissionais também foi histórico. Foi enorme a mudança que ocorreu na rotina corporativa – funcionários que antes iam diariamente para os escritórios migraram para o modelo de home office. De acordo com um relatório publicado pela Udemy, neste momento, muitos profissionais têm recorrido ao aprendizado online para entender como podem ser mais eficazes fazendo trabalho remoto. Houve um crescimento muito significativo no número de matrículas por parte deles em cursos relacionados à teletrabalho (mais 21.598%) e equipes virtuais (mais 1.523%). Temas como tomada de decisões (mais 277%), autodisciplina (mais 237%) e gerenciamento de estresse (mais 235%) também se destacaram.

Navegando por grandes mudanças: um modelo Precisando fazer apostas mais altas do que nunca e enfrentando os seus maiores desafios na história recente, os executivos devem fazer a si mesmos a seguinte pergunta: “Como posso navegar a minha empresa em meio a uma tempestade histórica, sem bússola e sem enxergar nenhuma faixa litorânea?” Em 2020, os líderes empresariais navegam por mares desconhecidos, tentando orientar todos a bordo em direção a praias mais seguras. Para conseguir os melhores resultados nessa jornada, eles precisam se aprofundar na essência da liderança. Faça da calma uma prioridade de liderança Durante uma pandemia, pode ser que o pânico se instale entre os colaboradores – mas isso não pode acontecer na liderança executiva. Em tempos turbulentos, os líderes devem transmitir calma, mesmo que ceder ao estresse seja uma tentação. Os funcionários buscam na liderança sinais de como agir, não é segredo para ninguém. Numa crise global de saúde, os exemplos importam ainda mais. Ao demonstrar calma e estabelecer este sentimento como predominante, a diretoria (o chamado C-level) pode fazer crescer a confiança nas operações e na missão da empresa. Essa é a característica de liderança mais importante que os colaboradores devem absorver. Por isso, demonstrar calma estando no comando de uma empresa não é luxo, mas necessidade.

Seja transparente Embora “calma” seja a palavra de ordem durante uma crise, os líderes empresariais também precisam agir conforme a realidade durante a pandemia. Isso significa se comunicar de forma autêntica com os funcionários. Se um líder não for transparente e direto durante uma crise, optando por ocultar informações críticas, ele corre o risco de perder credibilidade – justamente num momento em que este é o valor mais necessário. Em vez disso, é preciso ser sincero com os funcionários sobre as decisões e estratégias atuais da empresa, mesmo quando as decisões forem tomadas de forma rápida. Os funcionários apreciarão a honestidade – inclusive num ambiente de trabalho remoto e altamente dispersivo. Montar uma “equipe de crise” mantém a estabilidade Os funcionários e os clientes são os ativos mais valiosos de uma empresa. Proteger a saúde deles deve ser uma prioridade para a liderança. Por isso, é uma boa ideia criar uma “equipe de resposta à crise”, composta pelos públicos mais estratégicos para a empresa. Assim como a natureza da crise da covid-19 é superdinâmica, também são as estratégias que as empresas precisam implantar para acompanhar os acontecimentos atuais. Ao criar uma equipe de gerenciamento de crise, formada por chefes de departamento e comunicadores especializados, a chefia da empresa obtém um grupo de liderança de alto nível, que gerencia várias funções-chave. Em primeiro lugar, esse time pode monitorar e analisar as notícias sobre a crise. A equipe também pode agir em resposta a mudanças na legislação local de saúde e segurança, proporcionando um ambiente mais seguro para funcionários e clientes. Por fim, é importante estabelecer um plano para preparar a empresa para quando existirem novamente interações presenciais – antes mesmo dos governos abrandarem as suas medidas. Afinal, toda crise requer uma estratégia. Formar uma equipe de solucionadores de problemas é um grande ativo, que ajuda a levar a empresa a águas mais calmas. Isso é exatamente o que acontece quando as nuvens da tempestade se dissipam e a vida volta ao normal – e quando um porto estável e seguro finalmente passa a estar à vista. * Sergio Agudo é diretor de negócios da Udemy para a América Latina.

Fonte: Startupi

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