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Procura por carreiras tecnológicas dispara entre mulheres em São Paulo

Alunas ocupam quase 50% das vagas dos cursos de Gestão Portuária, Agronegócio e Hidráulica nas Fatecs na busca por crescimento profissional

Imagem de StockSnap por Pixabay

Mulheres rebocando embarcações, operando pesadas máquinas agrícolas ou planejando obras hidráulicas de porte industrial – elas estão cada vez mais ocupando espaços que eram predominantemente masculinos. Para conquistar posições de destaque, a qualificação sempre vem em primeiro lugar.


Nos cursos superiores tecnológicos das Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) é possível observar o crescente aumento da demanda feminina por formação especializada. Nos portos do País, por exemplo, a presença de profissionais mulheres já é uma realidade.


Muitas delas, se formaram na graduação tecnológica de Gestão Portuária da Fatec Baixada Santista, de Santos. Outras iniciam os estudos. Neste primeiro semestre, o número de candidatas aprovadas no Vestibular já representa 45% do total das vagas oferecidas.


O coordenador do curso, Júlio Raymundo, atribui o aumento do interesse das alunas por essa área ao crescimento do setor de Portos no Brasil: “A Fatec é a única instituição pública que oferece formação para esse tipo de trabalho”, afirma. “Além disso, a especialidade abre oportunidades também para atuar em logística e comércio exterior.”


Segundo dados da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), esta guinada das mulheres para carreiras tecnológicas vem crescendo gradativamente. Responsável pelos Vestibulares das Fatecs, a FAT registra ano a ano um expressivo aumento de interessadas em cursos que eram mais procurados por homens.


No curso de Hidráulica e Saneamento Ambiental, da Fatec São Paulo, por exemplo, elas respondem por 40% da sala de aula. Para o coordenador do curso, Josué Gois, as mulheres estão buscando ocupar espaços que antes eram dominados pelos homens.


“Sou professor há 15 anos e observo que as alunas têm maior capacidade de foco e de resultados”, afirma. “Além disso, a maior competitividade e exigências de qualificação profissional cobram esta mudança real de paradigmas.”


Mulheres no campo e na moda


Outra cena cada vez mais recorrente é a de mulheres trabalhando no campo, operando máquinas agrícolas, plantando ou fazendo manejo de animais. No curso superior tecnológico de Agronegócio, no município paulista de Mococa, as mulheres ocupam 60% das vagas da turma que começou a graduação este ano.


No agro, inclusive, a relevância delas se repete nas Fatecs localizadas nas cidades como: Ourinhos com 53,75% de participação; Jales com 50% e São José do Rio Preto e Taquaritinga com 42%.


A professora do curso de Agronegócio, Luciana Ruggiero, destaca a mudança de perfil do profissional desta área. “É uma formação que permite atuar em vários mercados. Temos alunas que gostam do campo, do trabalho braçal e de estar na linha de frente liderando equipes de trabalhadores rurais”, explica Luciana.


Outro segmento que tem atraído as profissionais é o de consultoria. Segundo a professora, o perfil empreendedor e de gestão das mulheres favorece as tecnólogas que planejam ter seu próprio negócio.


No nível médio, o interesse no Agronegócio também é crescente entre as jovens. No curso da Escola Técnica Estadual (Etec) de Apiaí, as meninas respondem por 76,39% das vagas da turma que entrou no primeiro semestre de 2020. Outra especialidade relacionada ao processamento de produtos agrícolas e origem animal também tem atraído mais mulheres. O curso de Agroindústria, da Fatec Capão Bonito, é formado 67,5% por alunas.


A presença feminina é destaque também nos cursos do setor de serviços, como Moda, Eventos, Recursos Humanos, Turismo e Alimentos. Com 85% de candidatas aprovadas, Recursos Humanos na Fatec de Franca é um exemplo dessa tendência. Na Fatec Americana, 80% da turma de Têxtil e Moda também é de mulheres.


Abaixo mais alguns exemplos de cursos das Fatecs e Etecs que também registraram presença feminina relevante em 2020:

  • Gestão Financeira – 72,5% (Fatec Guaratinguetá)

  • Biocombustíveis – 52,5% (Fatec Jaboticabal)

  • Logística – 45% (Fatec Sorocaba)

  • Edificações – 70,75% (Etec Joaquim Ferreira do Amaral, de Jaú)

  • Finanças – 60% (Etec Polivalente de Americana)

  • Logística – 60% (Etec Polivalente de Americana)


Fonte: Governo do Estado de São Paulo

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