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Capacitações on-line ganham adesão e se transformam em nova ferramenta da extensão rural

Já tem data marcada para mais uma capacitação promovida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, via Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional Bauru, voltada aos médicos veterinários e técnicos, tanto da rede da Secretaria quanto de prefeituras municipais. Tais capacitações − como a próxima, com o tema “Principais cuidados para a produção de leite com qualidade”, que ocorrerá no dia 25 de fevereiro, das 9h às 11h − são realizadas semanalmente, desde setembro de 2020, e têm um público cativo, interessado e que aumenta a cada novo tema proposto. É o que conta o diretor da CDRS Regional Bauru, engenheiro agrônomo Marco Aurélio Beraldo. “Começamos em plena pandemia, com apenas 10 participantes, e, hoje, já são em torno de 150 inscritos, não só do Estado de São Paulo”, diz Beraldo.


A responsável é a médica veterinária Marina Peres Cavalcanti, que trouxe para a CDRS toda a sua expertise de 11 anos trabalhando na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão também vinculado à Secretaria, onde atuava no Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cipoa). “Pensei, a princípio, em capacitar médicos veterinários das prefeituras da região para atender ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Havia muitas dúvidas e percebi que eles não tinham com quem trocar experiências e se capacitar de forma a resolver todas as questões relativas aos produtos de origem animal, os quais precisam ser inspecionados para que sejam tirados da clandestinidade, legalizados e comercializados nos municípios”, diz a médica veterinária.


A ação acabou se tornando um projeto profissional que, segundo Marina Cavalcanti, tem dado muito prazer. “Nosso grupo inicial aumenta a cada dia por uma propaganda boca a boca e a cada semana vão chegando outros interessados de várias localidades do Brasil”. Hoje, fazem parte não apenas médicos veterinários, mas também pesquisadores, professores universitários, bem como alunos de mestrado e doutorado.


O grupo de discussões, formado pelos integrantes no WhatsApp, é muito ativo, com trocas diárias de experiências, perguntas e dúvidas. “Todos se ajudam e eu me encontrei nessa atividade, a qual tem dado, além do retorno visível, com 15 vezes mais participantes em poucos meses (de setembro a fevereiro), um prazer enorme. Como extensionistas ‒ são mais de 20 os profissionais da CDRS que participam ‒, estamos ajudando muitos profissionais, produtores e os municípios a se fortalecerem. E a participação de professores universitários e pesquisadores tem sido fundamental e elevado os debates com novos temas e propostas”, fala Marina, sem conter o entusiasmo promovido por esta ação.


A primeira convidada para fazer uma série de palestras foi a professora Julia Arantes Galvão, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que levantou os seis primeiros temas relativos ao SIM. “Eu sou de Bauru, mas me formei na UFPR; além do talento e profissionalismo da professora, quis trazer também gente de fora do Estado de São Paulo para somar às nossas experiências”. Depois desse primeiro convite, vieram outros e também pesquisadores, a princípio convidados para dar palestras, mas que acabaram ficando no grupo. Para encerrar as atividades, em dezembro de 2020, foi organizado, a pedido, um primeiro bate-papo. As atividades foram retomadas em janeiro e foi feito outro bate-papo no dia 18 de fevereiro. “Nessas ocasiões, os debates são livres e os assuntos variados, é quase que uma confraternização para fortalecer os laços dos integrantes. Essa foi uma das ideias surgidas no próprio grupo, que está sempre fazendo propostas, sem interromper os encontros semanais realizados via Google Meet”.


Marina e Beraldo frisam, ainda, todo o apoio recebido do Centro de Treinamento (Cetate) da CDRS, que deu toda a orientação inicial para a realização dos encontros e contínua a cada novo treinamento, segundo os organizadores. “Os Planos de Curso são entregues semanalmente e os certificados são emitidos rapidamente, mesmo quando é preciso fazer alguma substituição de palestrante; tudo tem sido feito de forma rápida e todos que participam recebem certificados a respeito de cada tema, e que são importantes em suas carreiras”, frisa Marina.


Para o coordenador da CDRS, José Luiz Fontes, essa é uma das experiências gratificantes que surgiram durante a pandemia. “É importante falar sobre esses exemplos, porque a extensão rural já está sendo feita de outra maneira. As capacitações on-line têm contado com palestrantes respeitados em nível nacional, sem falar na possibilidade de participação de profissionais de outros estados, enriquecendo a todos pela troca de informações e experiências. Este é um dos exemplos a serem seguidos por extensionistas, levantando temáticas diversas para públicos diferenciados, sejam produtores ou profissionais da área, sejam do serviço público ou de empresas privadas. De qualquer forma, é um ganho em conhecimento e praticamente sem custos adicionais, que muitas vezes impedem uma capacitação”, frisou Fontes.


Quem participa ‒ como os médicos veterinários Marianne Oliveira, de Campinas, e Cláudio Camacho, de Fernandópolis ‒ concorda que as capacitações têm um excelente nível e motivam a participação, além de terem esse adicional de poder contar com a cooperação de profissionais tarimbados. “O grupo é formado tanto por profissionais que estão iniciando nos Serviços Municipais de Inspeção como por aqueles que já estão há algum tempo, e percebemos que os conhecimentos vão sendo nivelados ao longo do tempo; tem sempre gente nova entrando e isso motiva a todos a colaborar”, dizem os veterinários, elogiando o ineditismo dessa ação, que foi se desenhando aos poucos e tomou maiores proporções.


As atividades extras também nunca impedem que as palestras semanais, realizadas todas às quintas-feiras, continuem. A programação já está fechada até maio de 2021, com 15 novas palestras. Abril será um mês diferenciado, o mês do pescado, no qual serão realizadas duas palestras semanais ao invés de uma, só para tratar do tema com pesquisadores do Instituto de Pesca e professores de universidades federais.


Como o curso é voltado aos profissionais que trabalham na área, é preciso fazer uma pré-inscrição enviando um e-mail para a médica veterinária Marina Cavalcanti, para que ela avalie a participação. “Nosso intuito é que apenas profissionais participem, porque as temáticas e discussões são voltadas a eles. Para um curso aberto, de livre participação ou participação específica de produtores rurais, é preciso que a abordagem seja outra”, explica Marina. Por isso, a necessidade de entrar em contato primeiro pelo e-mail marina.cavalcanti@sp.gov.br. “São todos bem-vindos”, reafirma Marina.


E quem sabe o interessado já poderá participar, nesta próxima quinta-feira, dia 25 de fevereiro, da palestra “Principais cuidados para a produção de leite com qualidade”, ministrada pela pesquisadora Dra. Maria Izabel Merino de Medeiros, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) – Polo Regional Centro-Oeste/SAA.


Por: Paloma Minke

Fonte e imagens: Assessoria de Comunicação - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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