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Como a Tecnologia pode apoiar a inovação na homologação de fornecedores

A pandemia provocou um impacto sem precedentes sobre as empresas, afetando fortemente a maioria das cadeias de suprimento globais. Em pouco tempo, vimos líderes buscando a segurança de seus profissionais, mapeando áreas de alto risco e planejando estoques para uma demanda, em alguns casos, totalmente fora da curva.


Ao longo de 2020, a maioria dos líderes empresariais procurados por consultorias avaliaram que o grande desafio naquele momento era aumentar a resiliência de suas cadeias de suprimentos.

Esse movimento exigiu uma rápida mobilização com objetivo de evitar ou mitigar o impacto da escassez de toda sorte de materiais. De EPIs a silício para fabricação de chips. Mesmo assim, algumas linhas de produção tiveram de ser interrompidas.


Diante desse cenário, ao longo de 2021 foi ficando cada vez mais claro o quanto é importante ter acesso a um mapeamento aprofundado dos riscos da operação, inclusive em relação ao eventual envolvimento dos fornecedores, e de seus sócios, em processos administrativos ou judiciais que prejudiquem a imagem da instituição à qual estão vinculados. São situações como estas que podem causar tanto prejuízo financeiro quanto abalar a credibilidade da empresa.


Daí a necessidade de se conhecer os riscos de cada fornecedor para, só então, homologá-los.

E qual a melhor maneira de avaliar um fornecedor a fim de ter maior segurança na contratação? Como saber se ele cumpre com as normas em vigor? E será que esse fornecedor não deixará de entregar a mercadoria a ponto de travar sua linha de produção?


Processo de homologação de fornecedores

A homologação de fornecedores funciona como um acordo sobre as condições e exigências que buscam garantir o fornecimento de serviços ou materiais.


Pesquisa da McKinsey do final do ano passado revelou um grande esforço corporativo no sentido de aumentar a análise de risco dos fornecedores. Praticamente 95% dos entrevistados tinham adotado processos de gerenciamento de risco e 57% aperfeiçoado seus métodos.


Muitas vezes, por falta de informação, empresas acabam homologando fornecedores que representam risco financeiro, econômico e jurídico.


Quais os desafios da cadeia de suprimentos

É fato que o risco é algo intrínseco à cadeia de suprimentos, ainda mais considerando que 70% das empresas latino-americanas não se utilizam de um processo robusto para avaliação de seus fornecedores.


Imagine uma transportadora responsável por alguma carga valiosa. Caso seja desviada, o prejuízo da empresa proprietária da carga pode ser milionário.


A empresa que homologa um fornecedor que desrespeita as legislações pertinentes ao seu setor, que se utiliza de trabalho escravo, por exemplo, sofre um prejuízo de imagem nem sempre mensurável no curto prazo.


No entanto, há soluções disponíveis no mercado para ampliar a transparência de toda a cadeia. Com o uso de dados técnicos, confiáveis e robustos, aliados a uma série de relatórios comprobatórios, é possível mapear esses riscos e mitigar consideravelmente possíveis danos à sua empresa.


Boas práticas para homologar fornecedores

Práticas bem-sucedidas no mercado passam por uma avaliação preliminar, que geralmente envolve aspectos como:

  • Conhecimento da missão e dos valores do fornecedor;

  • Análise da competência e compromisso do fornecedor com os altos padrões de qualidade, como ISO 9001 e Six Sigma, quando pertinente;

  • Solidez financeira;

  • Cumprimento com obrigações trabalhistas e fiscais;

  • Sustentabilidade e cumprimento da legislação ambiental;

  • Custo do produto ou serviço oferecido;

  • Agilidade e capacidade de produção;

  • Boa comunicação e transparência entre as partes.


Como dá para perceber, são temas pertinentes a mais de uma diretoria dentro da estrutura de grandes empresas.



Para auxiliar as corporações no mapeamento de todos esses dados, a fim de mitigar os riscos, há ferramentas on-line no mercado que visam ajudar a empresa a conhecer melhor não apenas o fornecedor, mas também a lista de sócios dele, seus aspectos financeiros, econômicos e jurídicos, bem como sua exposição na imprensa.


Com a possibilidade de oferecer serviços especializados, essas ferramentas permitem mais eficiência e qualidade na homologação de fornecedores, com otimização de tempo e recursos.


Na prática, trata-se de um apoio tecnológico que amplia a capacidade de análise para diversas finalidades, que vão desde a geração de informação para uma tomada de decisão mais assertiva, chegando até a recomendações personalizadas.


Homologação de fornecedores: existe fórmula?

A pesquisa da McKinsey que mencionei acima mostrou que empresas com sistemas de informação tecnológicos instalados antes da pandemia foram 2,5 vezes mais bem-sucedidas em relação àquelas que reagiram depois do fato. Entre as organizações que enfrentaram problemas, 71% responderam que pretendiam investir em tornar mais robusta sua capacidade analítica em relação a sua cadeia de suprimentos.


Há ferramentas tecnológicas que permitem às empresas avaliarem e padronizarem seus fornecedores para homologarem informações e analisarem riscos financeiros a que estão expostos ao trabalhar com esses fornecedores.


Estas soluções viabilizam que o corpo diretivo de uma organização possa tomar decisões inteligentes, em tempo real, sobre sua cadeia de suprimentos. O design é baseado no conceito de eficiência, otimizando tempo e esforço das empresas durante os processos de coleta, análise e validação de informações dos fornecedores para obter insights oportunos sobre o impacto dos dados recolhidos nos seus negócios.


Dessa forma, é possível tomar decisões e realizar a gestão completa de fornecedores em uma única plataforma com visão completa desses riscos, utilizando dados primários, roteiros de avaliação ágeis, automatizados e processos simples de Onboarding.


Buscar a maturidade dos processos logísticos me parece um caminho sem volta, bem como investir esforços para alinhar a tecnologia às diversas áreas de negócios. Essa é a fórmula mais eficiente de garantir precisão e inovação às suas operações.


Por Marcos Maciel, CEO da CIAL Dun & Bradstreet Brasil.

Fonte e imagem: InforChannel

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