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CONSELHOS SUPERIORES DA FIESP CONTRIBUIRÃO NO DEBATE PARA A REINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL

Presidente da Fiesp participou de reunião do Cosec e falou do novo papel dos Conselhos


Josué Gomes da Silva: Conselhos da Fiesp serão mais atuantes. Fotos: Ayrton Vignola/Fiesp


Durante a abertura da primeira reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, realizada na segunda-feira (7/3), o presidente da entidade, Josué Gomes da Silva, destacou o papel da Fiesp na elaboração de políticas industriais e exaltou os Conselhos da entidade. “Os membros do Cosec podem dar grande colaboração para reindustrializar o país, pois são brasileiros que conhecem a indústria e sabem o que deve ser feito em relação a esse debate, tão atual e necessário. Cada Conselho da Fiesp, em sua área de atuação, definirá as diretrizes que deverão ser adotadas pela casa e desempenhará papel mais atuante”.


O encontro foi dirigido pelo presidente do Cosec, o empresário José Roberto Ermírio de Moraes, citado por Josué em sua fala: “É motivo de satisfação ter o José Roberto à frente deste Conselho, pois são poucas as empresas que são mais sinônimo de tradição industrial no Brasil do que o grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes”, disse o presidente da Fiesp, que participou remotamente da reunião. Compuseram presencialmente a mesa o presidente do Cosec, José Roberto Ermírio de Moraes, o presidente do Ciesp e vice-presidente da Fiesp, Rafael Cervone, o economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, e o expositor convidado, o economista José Roberto Mendonça de Barros, que abordou o futuro da indústria no Brasil.


Em consonância com o que foi dito pelo presidente da Fiesp, Mendonça de Barros entende que não haverá crescimento sustentável sem a retomada da indústria e que um novo estágio deve ser focado na inovação e no desenvolvimento tecnológico, bem como na produtividade e internacionalização. “Precisa ter uma agenda de padrão mundial, e não ‘Tabajara’. As empresas de sucesso, sem exceção, desenvolvem visão de longo prazo e adotam padrões internacionais de qualidade”, disse Mendonça de Barros. “Entre os principais equívocos do passado está a ausência da elaboração de algo que se chama política industrial.”


O economista explicou que a produção excessiva não conseguiu construir uma indústria competitiva no Brasil. “Pelo contrário. O que conseguimos foi ficar isolados do mundo e obrigados a usar bens de produção do passado, matérias-primas caras ou de difícil acesso, enquanto a manufatura global seguiu avançando em alta velocidade”, constatou.


Entre as indústrias mais bem sucedidas, ele identificou algumas semelhanças, tais como a intensa e permanente agenda de desenvolvimento tecnológico e de produtividade, a forte inserção internacional e a sólida estrutura de capital. “Produtividade deve ser um conceito entendido de maneira estendida, pois os resultados são influenciados a partir da conceituação do produto industrial, tanto pela sua capacidade de criar valor no mercado quanto pela eficiência de sua rota de produção, de seus processos industriais, da logística e outros fatores. A agenda de desenvolvimento tecnológico e conceito de produtividade são prioritários e bastante amplos nas indústrias bem sucedidas do Brasil”, afirmou.


Mendonça de Barros também destacou oportunidades na atual transição energética, que inclui o desenvolvimento e a produção de novos produtos, como metano proveniente de resíduos de diversos tipos de hidrogênio verde e outros ligados a cadeias de recursos naturais. “Parece óbvio que só é possível atingir esse nível de produtividade com agenda de desenvolvimento com padrão mundial. A conexão com as melhores práticas do mundo ou a internacionalização do negócio é um elemento essencial e presente em praticamente todas as empresas de sucesso”, avaliou o economista.


https://www.intermach.com.br/intermach-expositor/Ao conceituar a internacionalização, Mendonça de Barros explicou que não significa apenas exportar, mas explorar as melhores oportunidades que o mundo globalizado pode oferecer em benefício da indústria nacional. “E pode incluir investimentos diretos no exterior com novos mercados, colaboração com os melhores parceiros para projetos de desenvolvimento industrial, pesquisa e desenvolvimento e a ligação com as cadeias internacionais de suplementos por meio de contratos de tecnologia e investimentos no exterior, tudo de modo a criar a capacidade de utilizar os melhores insumos e sistemas de produção”, disse ele, ao defender a necessidade de se buscar incansavelmente a melhoria da competitividade global.


Por: Alex de Souza

Fonte e imagem: Agência Indusnet Fiesp

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