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ESG começa no TI

O termo sustentabilidade tem sido um dos assuntos mais discutidos pelos executivos de grandes e médias empresas nos últimos anos. Isso se dá principalmente porque a preocupação com o meio ambiente está cada vez maior e as pessoas têm levado em consideração os hábitos sustentáveis antes mesmo de se relacionar com uma marca.


Diante desse cenário, surgiu a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) que está relacionada as boas práticas empresariais e tem como objetivo identificar se as companhias são conscientes, sustentáveis e gerenciadas de forma correta. Dentre os principais benefícios estão redução de custos, mudanças de hábitos organizacionais, transparência nas ações, arrecadação de valores para programas sociais e culturais e a criação de uma reputação positiva para seu público-alvo.


Segundo um estudo feito sobre a consideração da sustentabilidade por lideranças da América Latina, 69% dos 410 executivos entrevistados de médias e grandes companhias na Argentina, Brasil, Colômbia e México disseram que já adotaram estratégias desse tipo em seus processos. Esse número representa um crescimento de 46% em comparação com 2021. Dentre os principais pilares dessas aplicações, destacam-se diversidade de inclusão (63%); cadeiras de valor responsáveis (53%); força de trabalho preparada e ações com emissão de carbono (45%) e economia circular (32%).


Mas, para que as empresas consigam cumprir todas as metas ESG é muito importante que tenham a tecnologia como uma aliada. De acordo com o estudo Uniting Technology and Sustainability, elaborado pela Accenture com 560 instituições, a tecnologia foi colocada como fator determinante para que elas consigam atingir os objetivos.



Isso acontece porque a área de TI é responsável por proporcionar vantagens significativas para os negócios, como a otimização e automatização de processos, além de um maior e melhor controle sobre as despesas corporativas. Por exemplo, o uso de cartões empresariais para pagar pelos softwares e demais recursos tecnológicos da empresa permite ter uma visão mais ampla sobre todas as ferramentas de TI que estão ativas e, assim, os gestores conseguem identificar com mais facilidade aquelas que já não são mais necessárias para a operação, definindo-as como alvos de corte de custos para a redução de despesas equivocadas e mal aproveitadas.


Além de ganhos financeiros, essa prática também proporciona que a empresa gere um impacto ambiental positivo. Afinal, a economia no uso de Data Centers é benéfica e faz parte da estratégia ESG, já que segundo as previsões esse tipo de tecnologia deve consumir cerca de 3,2% do total de emissões de carbono até 2025. Em paralelo, o armazenamento de dados digitais deve gerar 14% das emissões mundiais, em 2024.


Por isso, as empresas devem criar mecanismos para diminuir o impacto ambiental dessa tecnologia. De acordo com o International Data Corporation (IDC), os Data Centers que estiverem em acordo com as práticas sustentáveis e adotarem soluções inteligentes poderão economizar cerca de 1,76 bilhões de toneladas em 2024.


Diante desses insights e Dados, os departamentos responsáveis devem analisar as ferramentas financeiras com outros olhos, pois quando bem utilizadas podem ter funções estratégicas muito mais amplas do que somente controle de gastos, trabalhando lado a lado com a área de Compliance e proporcionando mais transparência e visibilidade sobre os custos das instituições, o que será determinante para o sucesso da implementação do ESG.


Por Thiago Campaz, é CEO e co-fundador do VExpenses.

Fonte e imagem: InforChannel



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