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ESG: como a tecnologia pode reduzir os pedidos de recuperação judicial?

Alinhar práticas de gestão aos princípios do ESG vem se tornando cada vez mais valorizado pelas organizações, tendo em vista as vantagens de desempenho ao adotar uma conduta em apoio a questões ambientais, sociais e, principalmente, de governança. Apesar desses benefícios, temos sido impactados com inúmeras notícias sobre empresas entrando em recuperação judicial, o que parece contraproducente. Diante desse cenário alarmante, é fundamental identificar métodos eficazes para combater essa situação, algo que pode ser obtido através do uso da tecnologia.


Segundo dados do Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian, em 2023, foram registrados 255 pedidos de falência, diante de 177 pedidos feitos no mesmo período em 2022, o que representa um aumento de 44%. O número de recuperações judiciais aumentou de 210 para 289, uma alta de 37,6%. Como justificativa para esse resultado, está, justamente, a falta de uma boa governança, que garante processos auditados e seguros no que tange a veracidade dos balanços financeiros, contábeis e fiscais.


Esse número crescente demonstra claramente que há falhas graves em seus modelos de governança e que, provavelmente, as práticas ESG estejam ficando muito mais nos discursos propagandísticos, conhecidos como greenwashing, do que na prática efetiva de ações com foco no negócio. Um problema grave e que requer medidas sérias a fim de garantir a sustentabilidade das empresas no longo prazo.


O reconhecimento pelo Banco Mundial de que o Brasil é o segundo país do mundo com mais alta maturidade em governo digital, segundo o estudo da GovTech Maturity Index 2022 – em paralelo às agências estaduais de meio ambiente, como a CETESB, que investem em atualização e tecnologia, referência nacional e internacional, sendo um dos 16 centros de referência da Organização das Nações Unidas (ONU) para questões ambientais – destaca a importância e foco que os governos estão dando para as ações que as empresas estão tomando em relação as políticas de ESG, já que o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por parte dos países depende também de outras entidades envolvidas, como as empresas.


E, se o governo está investindo em tecnologia, nada mais natural que as empresas façam exatamente o mesmo. Com o apoio de ferramentas de gestão acessíveis e eficazes, como um ERP, é possível consolidar informações e registros da companhia de forma segura, garantindo um maior controle operacional e contábil. Um recurso fácil de ser adotado e que traz inúmeros benefícios alinhados às melhores práticas de gestão e governança, garantindo muito mais transparência às informações por meio de tecnologias eficazes, como BI (Business Intelligence), Inteligência Artificial, Análises Preditivas, entre tantas outras.



Outro fato relevante na aquisição de sistemas de gestão está na otimização do trabalho. Utilizando as obsoletas planilhas, as empresas levam semanas para fechar um simples balanço contábil – trabalho que pode ser concluído em questão de horas com o apoio da tecnologia. Somado à essa otimização de tempo, existe ainda uma significativa redução de erros e retrabalhos, visto que boa parte do processo se torna automatizada.


Com essa simplificação na gestão, colaboradores que antes precisavam se dedicar a tarefas manuais, podem então investir em ações mais estratégicas, como a interpretação dos números em vez de apenas sua consolidação. Dessa forma, a empresa passa a ter muito mais disponibilidade para investir em questões realmente relevantes, tomando decisões mais assertivas e benéficas para o negócio.


Na prática, a tecnologia é, atualmente, a melhor aliada das práticas ESG, em especial no que tange à governança dos negócios. Com uma gestão mais transparente, com informações processadas em tempo real, os riscos de problemas que possam levar até uma recuperação judicial são significativamente menores. Mais do que combater a mortalidade das nossas empresas, investir nesses recursos é fundamental para prevenir problemas assim, que sempre acarretam perdas de empregos e redução na arrecadação de impostos que, consequentemente, impactam toda a sociedade. Além do discurso, o ESG precisa voltar ao seu cerne, tornando-se uma prática cotidiana que gere valor e mudança positiva na cultura organizacional.


Por Alan Carrara, consultor BI júnior; Kátia Cerqueira, gerente e Marcio Games, gerente sênior na Delaware.

Fonte e imagens: InforChannel




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