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Indústria 4.0: a adoção de IA na indústria duplica em um ano

A indústria brasileira está se tornando cada vez mais ligada à digitalização e automação, porém, apesar do volume de empresas que adotaram a inteligência artificial no último ano ter dobrado, passando de 4% a 9%, o ritmo deste avanço ainda é relativamente lento.


Rodrigo Portes

A principal barreira está no apetite de toda a indústria em adotar plataformas e processos mais digitais, segundo consta no “Índice de Automação do Mercado Brasileiro”, pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil.


A digitalização é um processo que vem acontecendo há algumas décadas, revolucionando muitos setores da economia brasileira, mas os obstáculos para atingir a maturidade digital ainda são grandes.


Segundo o estudo, 60% das empresas brasileiras possuem um ERP, mas menos da metade delas utiliza uma plataforma para otimizar a gestão do armazém. Dentre os sistemas utilizados pelas indústrias nacionais, apenas 43% utilizam o WMS (Warehouse Management System ou Sistema de Gestão de Armazéns) para gerenciamento dos estoques e centros de distribuição.


A pesquisa feita pela GS1 Brasil, que abrange detalhadamente a adoção e uso de tecnologias de automação no mercado brasileiro, revela que a indústria ainda não consegue fazer o básico em relação ao controle do seu próprio estoque. Armazéns com baixa tecnologia e pouca equalização entre demandas e produção resulta em problemas como altos custos na cadeia de suprimentos, inventários desequilibrados e satisfação dos clientes comprometida.


Indústria manufatureira será uma das mais impactadas pela IA em 2024


Uma pesquisa global recente do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE) revelou que a Inteligência Artificial (IA) será a área de tecnologia mais crítica em 2024. O estudo, que consultou 350 executivos de tecnologia em cinco países, incluindo Estados Unidos e Brasil, aponta para um avanço significativo em aplicações e algoritmos de IA. Essas inovações devem otimizar dados, executar tarefas complexas e tomar decisões com precisão comparável à humana.


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Entre os principais usos previstos para a IA em 2024 estão o auxílio na aceleração do desenvolvimento de software e a automatização do atendimento ao cliente (38%), o aumento da eficiência na cadeia de suprimentos e na automação de armazéns (42%) e a identificação e prevenção de vulnerabilidades de cibersegurança em tempo real (57%).


Além da IA, tecnologias como simulações virtuais usando realidade estendida (XR) e digital twins para o design, desenvolvimento e teste de protótipos e processos de fabricação também são destacadas. Estas ferramentas são consideradas muito importantes para 63% dos especialistas e de certa forma importantes para 29%.


Os setores mais impactados pela IA em 2024, segundo o estudo, serão:

  1. Telecomunicações (41%, em comparação com 40% em 2023);

  2. Manufatura (39%, em comparação com 30% em 2023);

  3. Serviços bancários e financeiros (39%, em comparação com 33% em 2023);

  4. Setor automotivo e transporte (31%, em comparação com 39% em 2023);

  5. Energia (31%, em comparação com 33% em 2023).


Na indústria manufatureira, o impacto da IA está ligado ao desempenho do setor em si, que é um dos que mais agregam valor à sociedade. A IA, juntamente com o setor de telecomunicações 5G, é vista como uma tecnologia benéfica direta para a manufatura, resolvendo problemas complexos e melhorando a eficiência do processo.


Outras tecnologias importantes para o próximo ano incluem 5G (22%), Realidade Estendida (20%) e Internet Industrial das Coisas (IoT) (19%). A eficiência energética e a redução de impactos ambientais são temas cruciais, com a indústria focando em instalar sensores de CO2 e monitorar outros parâmetros ambientais para otimizar a produção.


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A eficiência energética é uma preocupação crescente na indústria eletroeletrônica, com regulamentações europeias já impactando a venda de dispositivos como televisões 8K devido ao seu alto consumo energético.


Na manufatura automotiva, a eletrificação e o hidrogênio verde são temas em discussão no Brasil, com o hidrogênio verde sendo uma alternativa menos disruptiva aos motores atuais comparado à eletrificação total.


Em resumo, a IA será utilizada na indústria para modernizar processos logísticos, melhorar a qualidade de produtos com sistemas de visão computacional e obter vantagens competitivas, marcando um avanço significativo em tecnologias transformadoras em 2024.


Conclusão


O uso da Inteligência Artificial (IA) na indústria marca uma era de transformações significativas e aceleradas. Esta evolução tecnológica não apenas dobrou em adoção no último ano, mas também redefiniu os paradigmas da manufatura, da automação e da eficiência operacional. A IA se estabelece como uma força motriz por trás de inovações disruptivas, otimizando processos, melhorando a tomada de decisões e abrindo caminho para avanços sem precedentes em qualidade e produtividade.


A duplicação na adoção da IA na indústria sinaliza não apenas uma mudança na forma como as operações industriais são conduzidas, mas também aponta para um futuro onde a eficiência, a inovação e a sustentabilidade andam de mãos dadas. À medida que esta tecnologia continua a evoluir, ela promete remodelar ainda mais o setor industrial, trazendo novas oportunidades e desafios para as empresas e a sociedade como um todo.


Rodrigo Portes

Por: Rodrigo Portes

Diretor de Vendas | Diretor Comercial | Gerente Nacional de Vendas | Gerente de Vendas Sênior | Mentor | Palestrante | Autor | Transformação Digital | Indústria 4.0

Fonte: Linkedin Rodrigo Portes - BR4.0

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