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Indústria do Paraná é a que mais cresce no país em setembro

Com alta de 7,7% no mês, produção industrial do estado mostra sinais mais fortes de recuperação das perdas causadas pela pandemia


A indústria do Paraná foi a que registrou o maior crescimento em sua produção em setembro no país, na comparação com agosto. A alta de 7,7% no mês consolidou a tendência de recuperação do setor, que chegou a um nível de produção similar ao observado no período pré-pandemia. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), divulgada nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Crédito das fotos: Gelson Bampi

Alta de 7,7% no mês consolidou recuperação do setor, com nível de produção igual ao período pré-pandemia.


Para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro, os indicadores refletem o esforço que os empresários industriais paranaenses vêm fazendo para manter suas atividades. “Mesmo com todos os obstáculos decorrentes de um ano completamente atípico, a indústria do Paraná, por sua força e grande diversidade, vem conseguindo recuperar seu dinamismo, reduzindo sensivelmente as perdas causadas pela pandemia e voltando a gerar empregos e riquezas para o nosso estado”, afirma.


Apesar do forte crescimento nos últimos meses, no acumulado do ano a indústria paranaense ainda segue com resultado negativo. Entre janeiro e setembro de 2020, a produção apresenta queda de 7,2% na comparação com o mesmo período de 2019. O indicador está exatamente na média da indústria nacional e é melhor do que o dos estados vizinhos da região Sul: Santa Catarina acumula queda de 9,7%, enquanto no Rio Grande do Sul a retração é de 10,4%.


Sinais de retomada


O economista da Fiep, Evânio Felippe, destaca, porém, que os resultados do mês apontam para uma tendência de crescimento mais acentuado da atividade industrial no Paraná. Na comparação de setembro de 2020 com setembro de 2019, dos 13 setores analisados pelo IBGE, dez apresentam resultados positivos, com a indústria paranaense em geral registrando crescimento de 3,2%. Os aumentos mais significativos na produção foram dos setores de madeira (+27,7%), móveis (+24%), alimentos (+18,2%) e bebidas (+16,6%).


Na comparação com setembro de 2019,os aumentos mais significativos na produção foram dos setores de madeira (+27,7%), móveis (+24%), alimentos (+18,2%) e bebidas (+16,6%).


“O fato de estarmos entrando no período de maior consumo na nossa economia fomenta atividades como a produção de alimentos e bebidas”, explica. “Além disso, as exportações influenciam especialmente o setor de madeira, enquanto o de móveis é favorecido pelo aumento das aquisições no mercado interno, já que as pessoas têm ficado mais tempo em casa em decorrência da pandemia e estão investindo na renovação do mobiliário”, completa.


Felippe ressalta ainda que, mesmo entre os setores com desempenho negativo em setembro, já pode ser observada uma tendência de retomada da produção. É o caso do automotivo, um dos mais relevantes da indústria paranaense e o mais afetado pela pandemia. Em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2019, o setor teve queda de 23,5%. Em agosto, no entanto, esse indicador havia sido de -45,4%. “Ainda que muito abaixo do nível normal de produção, já houve uma recuperação do setor, que pode ser explicado pelo aumento das exportações e também do crescimento das vendas no mercado interno em outubro. Isso já se refletiu no aumento das contratações, o que mostra que a indústria automotiva vem gradualmente aumentando sua produção”, afirma o economista.


No acumulado do ano, das 13 atividades pesquisadas, oito estão com resultados positivos. Os setores que apresentam os maiores crescimentos são os de produção de alimentos (9,4%), Derivados de Petróleo (5,3%), produtos de metal (5,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,7%) e móveis (1,8%). Por outro lado, as quedas mais significativas são nos setores automotivo (-40,4%), de máquinas e equipamentos (-32,4%) e madeira (-6,1%). “Essas perdas, porém, vêm diminuindo mês a mês, o que mostra uma recuperação gradual da produção desses setores”, diz Felippe.


Fonte e imagens: Agência Sistema FIEP



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