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Liderança Inspiradora: 4 pilares para impactar e engajar equipes

Desenvolver uma liderança inspiradora foi, é e continuará tendo papel importante e sendo algo desafiador no mercado, principalmente por termos cada vez mais a junção de diversas gerações em uma mesma organização. Quanto mais diferenças temos, maior é o trabalho para gerar conexão, impacto e engajamento.


Carlos Eduardo Boechat - Diretor de Tecnologia e Engenharia na Vale, Conselheiro, Mentor, Professor, Palestrante e Colunista
Carlos Eduardo Boechat

Como ser um líder melhor? Como ter sucesso na liderança? Como desenvolver uma equipe que queira ver o negócio crescer? Como fazer com que a liderança melhore o ambiente corporativo? Esses são apenas alguns dos questionamentos que recebo quando dou palestras e mentorias sobre o tema. Já liderei várias equipes, errei, acertei e aprendi muito desde que iniciei minha carreira e se eu tiver que escolher quatro pilares para desenvolver a base de uma boa liderança, esses são os principais.


Pilar 1: Liderança é estímulo


O quanto o líder pode influenciar no estímulo dos colaboradores?


Há quem acredite que a vontade de trabalhar com paixão e qualidade dependa apenas do colaborador, que isso precisa vir de dentro para fora. Sim, a motivação que ele gera em si mesmo depende dele, mas isso não significa que essa motivação não possa ter um estímulo para se desenvolver e é aí que um bom líder entra.


Para que o ambiente influencie de forma positiva as ações dos profissionais da equipe, o líder precisa levar essa energia a eles. Liderar não é somente compartilhar conhecimentos técnicos, experiências e delegar atividades. Liderar é também respeitar e saber transmitir à equipe seu olhar de uma maneira leve e alegre, mostrando que faz algo que ama, que realmente tem satisfação com o que faz e de estar ali com eles.


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Se você é líder, assim como eu, sabe do peso das responsabilidades que podemos ter no sucesso dos negócios, do estresse gerado, dos desafios que surgem no meio do caminho, das ações e decisões que dão errado. Mas se focarmos apenas no que acontece de forma negativa e passarmos essa imagem aos colaboradores, como eles terão vontade de se dedicar mais? Como terão vontade de querer assumir cargos de liderança? A má gestão dessa questão por parte de alguns líderes já tem impactado o cenário futuro das lideranças nas empresas.


Não temos que criar um conceito romantizado do papel do líder, temos que ser verdadeiros, mostrando sim o que deu errado, mas também o quanto o trabalho da equipe como um todo tem valor e o quanto aquilo que fazemos nos gera satisfação. Quanto mais demonstrar isso e se conectar com quem está a sua volta, maior é a probabilidade de estimular essa motivação e inspiração para que eles comecem a gerar melhores resultados dentro da equipe, empresa e, consequentemente, em suas carreiras.


Pilar 2: Liderança é inclusão


Muitos sabem da importância deste segundo pilar, mas nem todas as lideranças colocam em prática (o que acaba sendo um grande erro). Liderança é incluir e reconhecer. Incluir nos processos e reconhecer pela partilha de ideias e informações.


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Líderes que aplicam esse pilar e conseguem absorver e aproveitar da melhor maneira as opiniões e insights dos profissionais da equipe, tendem a tomar decisões mais assertivas porque possuem acesso a mais informações e pontos de vista. Acontece que para ter acesso a isso, é preciso mostrar que o espaço está aberto e criar um ambiente de estímulo para que os colaboradores queiram compartilhar suas opiniões sem medo de serem julgados e/ou ignorados. Nesse pilar, o líder também precisa contar com o apoio da empresa, desenvolvendo ambientes que destravem a criatividade.


Se os profissionais não se sentirem conectados com os processos e projetos, não sentirem que de fato estão fazendo parte do que está sendo feito e não se sentirem importantes dentro da equipe e organização, eles não vão se engajar do jeito que deveriam e poderiam. Ações simples podem ajudar nesse processo como nomear o projeto a partir de uma sugestão de um membro da equipe ou nomear corretamente os profissionais, evidenciando seus papéis em determinada área ou projeto da empresa. Olhe para a sua liderança e identifique se há ou não essa inclusão nos processos, e de que forma você pode melhorar isso.


Pilar 3: Liderança é compaixão


Liderar pessoas é desafiador, mas esse processo pode se tornar ainda mais desafiador se você não souber nutrir e lidar com sua equipe e rede de relacionamentos do jeito certo. E como se faz isso? Relembrando constantemente que sua equipe é composta por pessoas, que possuem comportamentos distintos, desafios pessoais, habilidades e limitações diferentes, e que precisam de um olhar especial para cada um desses pontos.


Valorizar não apenas o profissional mas também o ser humano que aquele profissional é e demonstrar interesse e preocupação com questões externas (ou mesmo internas) que possam estar impactando seu rendimento e satisfação no ambiente corporativo. Isso faz parte do papel de uma boa liderança. Liderando com compaixão, é possível gerar uma cultura organizacional positiva, com empatia e respeito.


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Pilar 4: Liderança é saber lidar com equipes heterogêneas


Nos últimos anos, o tema "diversidade" tem sido uma das pautas mais valorizadas pelas empresas. Listas e rankings de organizações com maior diversidade cultural são atualizadas anualmente, e acho ótimo que o mercado tenha acordado para essa questão e esteja em constante evolução. Porém, de nada adianta termos a diversidade como valor importante se não houver líderes capazes de gerir equipes heterogêneas.


Se você já é assinante da minha Newsletter e leu o artigo "Habilidades e Atitudes Necessárias para Construir uma Carreira de Sucesso", sabe que se conectar com as diversas gerações que hoje estão presentes no mercado é mais do que importante, é um dever do líder.


Desde o início da minha carreira desenvolvo essa habilidade para que o meu papel de liderança tenha cada vez mais impacto e, até hoje, o meu esforço tem se mostrado real e positivo no desenvolvimento e crescimento das equipes. A comprovação das vantagens das iniciativas de diversidade e integração entre as gerações no mercado, que atualmente já conseguimos identificar cinco na mesma empresa, pode ser observada em pesquisas.


Em 2023, por exemplo, o estudo “Diversidade, Equidade e Inclusão nas Organizações 2023” revelou que 95% das empresas que investiram em iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, melhoraram a qualidade da força de trabalho, e 96% passou a ter e oferecer um ambiente muito mais acolhedor para os colaboradores.


Lembre que você tem uma responsabilidade que vai além da gestão de tarefas e projetos. Como líder, gerencia pessoas que merecem respeito, um ambiente integrador e alguém que seja exemplo para que elas se esforcem para dar o melhor delas a cada novo dia.


Carlos Boechat

Sou Carlos Eduardo Boechat, Diretor de Tecnologia e Engenharia na Vale, especialista em transformação digital e indústria 4.0, Conselheiro, Mentor, Professor, Palestrante e Colunista.

Este artigo foi publicado originalmente em meu site carloseduardoboechat.com

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