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Mercado livre de energia em foco

Seminário realizado na FIEMG esclareceu dúvidas sobre o tema


A FIEMG, a partir de um estudo da sua gerência de Energia, identificou um tipo de consumidor que não tem perfil para a geração distribuída de energia e nem para o mercado livre. Denominado de consumidor “Nem Nem”.

A partir da Portaria 50, que trata do processo de liberalização do mercado de energia, esse consumidor, que tem perfil industrial, poderá ter desconto na conta de energia. Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre este tema e promover negócios, foi realizado, no dia 15/02, o seminário Abertura do Mercado Livre de Energia. O evento, que aconteceu na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, contou com a participação de representantes do setor produtivo e parceiros da Federação.

“Nosso intuito é atualizar o setor industrial sobre essa nova oportunidade e proporcionar aos consumidores um primeiro contato com produtos que serão ofertados nesse mercado”, afirmou Tânia Mara Santos, gerente de Energia da FIEMG, na abertura do encontro. A gestora também ressaltou que os produtos que serão ofertados poderão dar economia garantida na conta de até 25% para o público “Nem Nem”.

A palestra magna do seminário teve como tema Mercado Livre de Energia e Abertura do Mercado, que foi conduzida por César Pereira, gerente Executivo de Regulação e Capacitação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).


Criada em 1999, a CCEE é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que reúne todas as empresas que comercializam energia elétrica no Brasil. “O intuito da Câmara é desenvolver mercados de energia eficientes, inovadores e sustentáveis em benefício da sociedade e que a meta, até 2030, é ser referência mundial na operação de mercados de energia”, afirmou Pereira.

Segundo o gestor, atualmente o Mercado de Energia é dividido em dois tipos: Regulado (ACR) e Livre (ACL).

O Mercado Regulado tem como características os contratos de 15 a 30 anos fechados em leilões, definidos pelo Ministério de Minas e Energia, tarifa regulada pela Aneel e representam 64% do consumo.

Já o Mercado Livre, tem contratos de prazos variados, negociados de forma bilateral (energia), preço negociado livremente e hoje é responsável por 36% do consumo.

“Os consumidores do Mercado Livre são empresas com demanda acima de 0,5MW e podem comprar qualquer tipo de energia. Já o Especial, é um conjunto de consumidores reunidos em comunhão com demanda total acima de 0,5MW. Devem contratar energia eólica, solar, biomassa ou de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs)”, explicou César Pereira, que reforçou que “as principais premissas para a abertura do mercado é ele ser sustentável, contínuo e previsível”.

Fernanda Gomes, engenheira da CMU Comercializadora de Energia. A empresa atua junto a geradores, comercializadores e consumidores e busca oferecer as melhores práticas e soluções de mercado, “com o objetivo de maximizar os resultados nos processos de gestão e comercialização de energia elétrica”. Atua acompanhando a migração e gestão de consumidores, conexão e gestão de geradores, comercialização de energia, geração distribuída e a comercialização varejista.


Outra empresa que se apresentou foi a Matrix Energia, que foi representada pelo diretor comercial Bernardo Alvarenga. A Matrix é uma empresa de São Paulo que, com apenas sete anos, entrou para o ranking internacional ‘The America’s Fastest Growing Companies’ do Financial Times e o ranking nacional das maiores empresas brasileiras Valor1000. “Nossos principais ativos são talentos, softwares e rede de contratos”, afirmou Alvarenga.

O encerramento do evento foi feito por Rodrigo Hostt, gerente da Cemig, que apresentou um panorama do Mercado de Energia Livre em Minas Gerais que representa 53% do consumo no estado. Destacou como vantagens do mercado livre de energia da Cemig a redução dos custos totais, a garantia de energia limpa e renovável com a possibilidade de emissão de certificado e desconto garantido sem riscos de contratação e sem encargos. O nosso produto varejista é simples e temos a Opção de desconto garantido ou preço fixo, sem se preocupar com os custos na CCEE, contrato de energia só começa a valer quando a migração estiver concluída e toda a burocracia é realizada por nós. O contratante também pode contar com a assessoria de especialistas da Cemig para orientar a contratação pós-venda sem nenhum custo.

O seminário Abertura do Mercado Livre de Energia foi uma realização da FIEMG, por meio de sua gerência de Energia, e contou com a parceria da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).


Denise Lucas

Fotos: Sebastião Jacinto Júnior

Fonte e Imprensa FIEMG

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