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Mobilização Empresarial pela Inovação é fundamental para nova política industrial, afirma Alban

Programa Nova Indústria Brasil foi o tema da reunião da MEI. O presidente da CNI diz que a entidade buscará soluções de inovação e tecnologia para o desenvolvimento industrial do país


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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou nesta sexta-feira (15), em São Paulo, que a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) tem muito a contribuir com o setor produtivo e com a nova política industrial lançada pelo governo federal.


“A MEI é de capital importância e de suporte estratégico para a indústria brasileira. Aqui está o que a gente chama de chão de fábrica, para termos a percepção do que estamos realmente precisando. A MEI é um celeiro de ideias e proposições”, comentou Alban, durante a abertura da reunião do Comitê de Líderes da MEI - grupo coordenado pela CNI que reúne mais de 300 das principais lideranças empresariais do país.

O tema da reunião foi o recém-criado programa de política industrial. O presidente da CNI enfatizou que a Nova Indústria Brasil (NIB) tem o apoio e parceria da CNI, que contribuirá com as missões voltadas para a retomada do crescimento da indústria brasileira. 


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Coordenador da MEI, o empresário Pedro Wongtschowski comentou a importância da NIB para que a indústria brasileira volte a ser protagonista no desenvolvimento econômico nacional. Segundo ele, a rivalidade entre Estados Unidos e China, associada a outros fatores de geopolítica, contribuíram para reascender a política industrial como ferramenta de competitividade dos países.


“Diversos países anunciaram planos muito pesados de política industrial. Esse contexto mundial mostra que o Brasil precisaria fazer algo para se posicionar no mundo e atrair empresas”, destacou.


As áreas de interesse do governo incluídas na NIB coincidem com prioridades identificadas pela CNI, como digitalização, descarbonização, defesa, saneamento e mobilidade. Wongtschowski comentou que a CNI tem apoiado e trabalhado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na definição de metas “objetivas e tangíveis” para o programa e que contribuirá para a estruturação de um escritório de projetos. Inicialmente, R$ 300 bilhões estarão disponíveis para investimentos, concentrados no BNDES, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).



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Finep analisa 1,4 mil projetos aderentes à nova política industrial


O presidente da Finep, Celso Pansera, observou que a instituição terá papel fundamental na NIB. Gestora dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) - principal fonte de financiamento à inovação do país –, a Finep tem 1.480 propostas em análise e R$ 5,7 bilhões aplicados em 2023 em projetos relacionados às seis missões da nova política industrial.


“Estamos com 11 chamadas públicas num total de 2,18 bilhões nas áreas de saúde, agro, mobilidade urbana, aviação sustentável, bioeconomia, semicondutores, tecnologias digitais, resíduos, saneamento e moradia, energias renováveis, soberania e segurança nacional”, destacou o presidente da Finep.


Ao comentar o papel estratégico do BNDES na nova política industrial, o diretor de Desenvolvimento Produtivo e Inovação do banco, José Luis Gordon, alertou que três pilares serão fundamentais para o fortalecimento da indústria nacional: o novo PAC, a transformação ecológica e o programa Nova Indústria Brasil. “Política industrial não se faz em quatro anos, é algo contínuo. Temos que entrar nesse jogo também. O Brasil tem uma indústria forte, tecnológica e inovadora”, disse.


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O secretário-executivo do MDIC, Márcio Rosa, por sua vez, comentou que a parceria com a indústria é e será fundamental para que a nova política industrial brasileira tenha êxito. Ele comentou que o governo tem se empenhado para avançar rapidamente com as seis missões previstas na NIB.


Questionado sobre a fuga de profissionais das áreas de tecnologia para o exterior, Rosa alertou que o ministério busca uma solução para manter esses talentos no país. “Estudamos definições de áreas estratégicas capazes de serem atendidas por um plano. Estamos empenhados em encontrar um caminho”, afirmou.


Por: Diego Abreu, de Brasília

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