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Novos tempos para a indústria que consome gás natural no Paraná já resulta em investimentos

Incepa, grande consumidora do combustível, anunciou que vai aplicar R$ 220 milhões para ampliar linha de produção em Campo Largo


Investimento será feito para instalação de uma segunda supercompactadora, que permite a fabricação de peças em tamanhos grandes (Fotos: Gelson Bampi)


A Incepa, referência no setor de revestimentos cerâmicos, anunciou nesta sexta-feira (11) que vai investir R$ 220 milhões para instalação de uma nova supercompactadora em sua fábrica de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. O projeto da empresa – que desde setembro de 2021 faz parte do grupo mexicano Lamosa, o segundo maior do mundo em produção cerâmica – deve resultar em um aumento de 20% na capacidade produtiva da unidade, além de gerar 150 empregos diretos. A decisão pela ampliação da planta foi tomada após negociações, articuladas pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que vêm possibilitando a revisão do modelo paranaense de fornecimento de gás natural, insumo que responde por boa parte dos custos operacionais da empresa.



“A confiança em uma nova realidade para a indústria que consome gás natural no Paraná foi o que permitiu que a empresa optasse pela manutenção desse importante investimento em nosso Estado, e parabenizo a Incepa por essa decisão”, disse o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, que participou do evento de anúncio do projeto. “O governo do Estado vem mostrando sensibilidade ao entender as demandas do setor industrial, viabilizando importantes negociações para que o Paraná viva novos tempos em relação ao gás. Temos certeza de que isso trará ainda mais investimentos para o nosso setor industrial”, completou. Ele destacou, ainda, o importante papel nesse processo da Compagas, empresa que fornece o gás no Estado, que tem a Copel como sua sócia majoritária.


Atualmente, os consumidores paranaenses pagam uma das tarifas de gás natural mais caras do Brasil. Mas um processo em curso para revisão do modelo de concessão de fornecimento e distribuição da molécula promete alterar esse cenário. A Fiep foi uma das principais articuladoras desse movimento, que contou ainda com a participação de indústrias que são grandes consumidoras do combustível em seus processos produtivos, além de sindicatos empresariais que as representam. Nesse processo, a Compagas também aceitou uma proposta para criar tarifas reduzidas para o adicional que venha a ser consumido em decorrência de novos investimentos realizados pelas empresas.


Anúncio contou com a presença do governador Ratinho Junior


O diretor presidente da Incepa, Sergio Wuaden, destacou que a expansão reflete a confiança que o Grupo Lamosa deposita em sua operação no Estado, bem como na perspectiva de redução das tarifas de gás natural praticadas no Paraná, em função do momento propício, decorrente da prorrogação do contrato de concessão para distribuição de gás. “A aquisição de uma segunda supercompactadora implicará em um consumo adicional de gás natural na ordem de 15 a 20 mil m³ ao dia e, para isso, é necessário que o governo faça uma revisão de tarifas de gás, tornando-as mais competitivas”, afirmou. “Não queremos tratamento especial, mas condições para que a gente consiga competir em igualdade de condições com estados vizinhos, que têm custos menores do gás”, acrescentou.


Também presente no evento, o governador Ratinho Junior destacou o papel da Fiep e de seu presidente na articulação dos temas relacionados ao gás natural. “Essa ligação entre a indústria e o poder público e o apoio da equipe técnica da Fiep foram importantes nesse processo de repensar a questão de gás no Paraná”, disse. “Sabemos que o gás é muito importante e estamos tratando disso com muito cuidado. Temos que deixar isso tudo pronto para que as empresas entendam que o Paraná é um porto seguro para esse tipo de investimento”, completou.


Sobre o investimento

O investimento de R$ 220 milhões será feito para expansão do uso da tecnologia mais moderna do mundo para a produção de revestimentos cerâmicos: a supercompactadora Contínua+, que passará a contar com uma segunda linha de produção na fábrica de Campo Largo. “Fomos a primeira empresa no Brasil a operar essa tecnologia, que permite a fabricação de produtos de SuperFormatos extremamente finos. Hoje, firmamos nosso pioneirismo ao sermos, mais uma vez, os primeiros a investir em uma segunda unidade da supercompactadora Contínua+ nas Américas”, explicou Wuaden.


A ampliação será capaz de incrementar a produção em 3,6 milhões m² por ano, gerando mais de 150 empregos diretos, além dos indiretos, e uma estimativa de aumento na arrecadação de impostos estaduais na ordem de 40%. “Além disso, o sucesso deste projeto é fundamental para sustentar a aprovação das próximas etapas do plano de expansão previstas para os próximos anos, que ao total pode superar a cifra de R$ 500 milhões em investimentos do Grupo Lamosa no Estado do Paraná”, disse Wuaden.


Do evento desta sexta, participou também o board executivo do Grupo Lamosa, representado por Federico Toussaint Elosua, presidente do Conselho de Administração do grupo; Sergio Narvaez, CEO da Divisão Cerâmica; e Juan Manuel De la Vega, diretor de Estratégia Comercial.


Fonte e imagens: Agência Sistema FIEP

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