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Prioridade da indústria é manter empregos e projetar futuro mais forte, diz Robson Andrade

Presidente da CNI participou de live da IstoÉ Dinheiro. Ele destacou que a entidade tem mantido diálogos com o governo federal e o Congresso Nacional para colaborar com medidas para mitigar os efeitos da pandemia


O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou nesta segunda-feira (22), durante live realizada pela IstoÉ Dinheiro, que a entidade persegue dois objetivos com muita obsessão durante o período de pandemia: manter os empregos da indústria brasileira e fazer com que a o setor sobreviva a esse período, com a possibilidade de, em um futuro próximo, sair mais fortalecido, com melhores processos e métodos de trabalho.


Robson Andrade destacou que a CNI mantém diálogos importantes com o Congresso Nacional e o governo federal, a fim de colaborar com medidas para que a indústria resista à crise gerada pelo novo coronavírus. Ele observou que a publicação e aprovação da Medida Provisória 936 foi essencial para a manutenção de empregos – a MP permite a redução da jornada de trabalho e do salário, bem como a suspensão temporária de contratos de trabalho.



Outra medida importante destacada pelo presidente da CNI foi a prorrogação de prazos para pagamentos de impostos. Robson Andrade disse que algumas medidas urgentes ainda precisam ser adotadas pelo poder público, como a viabilização de crédito para o pagamento de salários e para capital de giro das empresas. Segundo ele, o Fundo Garantidor de Operações ajudará tanto bancos públicos quanto privados a fazerem mais empréstimos.


“A gente tem tido uma interlocução muito forte com o governo. O Ministério da Economia tem sido aberto para escutar as demandas e tomar medidas cabíveis para minimizar os efeitos dessa crise”, disse. “Temos visto também na Câmara dos Deputados e no Senado Federal importantes discussões e decisões. A interlocução é bastante favorável para discutirmos as principais dificuldades do setor. Temos trabalhado muito com esses setores e tido o apoio tanto do Congresso Nacional quanto do governo federal. Claro que precisamos de mais. O Banco Central, por exemplo, poderia injetar dinheiro diretamente nas empresas”, acrescentou.


A queda da taxa básica de juros para o patamar histórico de 2,25% ao ano também foi uma medida favorável ao setor produtivo, na avaliação de Robson Andrade. Ele considera que ainda há espaço para mais uma redução na Selic. O presidente da CNI também comentou que o caminho para a retomada do crescimento econômico do país, no pós-pandemia, passa pelas obras de infraestrutura, tanto com a retomada de obras paradas, como com privatizações e a criação de novos empreendimentos.


Situação da indústria após 100 dias de pandemia


De acordo com o presidente da CNI, a situação da indústria depois de 100 dias do fechamento da maior parte das atividades “ainda é muito difícil e complicada”, principalmente em razão da queda brutal de arrecadação. Ele pontuou a complexidade do setor industrial, que tem mais de 40 segmentos com realidades completamente diferentes e disparidades regionais. “A indústria junto com o comércio e o setor de turismo foi a primeira afetada. Paralisamos todas as atividades, com exceção dos fármacos, medicamentos, agroindústria e indústria do alimento. Temos entre 65% e 70% de ociosidade nas nossas fábricas, com retorno difícil e complexo, além de realidades diferentes em cada estado. Isso complica muito a logística e estratégia do retorno ao trabalho.


Durante a entrevista, o presidente da CNI frisou também a importância da agenda de ciência, tecnologia e inovação para o país voltar a crescer. Na avaliação de Robson Andrade, somente com uma indústria ultramoderna teremos condições de sermos competitivos, principalmente em um cenário de protecionismo que se desenha nas economias mundiais. “Temos possibilidade e muito de ampliar o volume de pesquisa e de inovação no Brasil, mas para que isso seja possível precisamos modificar legislações”, destacou.


Robson Andrade ressaltou, ainda, a importância do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para a inovação e educação no Brasil. Durante a pandemia, as duas instituições, observou Robson Andrade, têm colaborado fundamentalmente para a mitigação dos efeitos da Covid-19, por meio da produção de equipamentos essenciais, destinação de recursos e oferta de cursos – só o SENAI tem mais de 3 milhões de alunos.


Por: Diego Abreu

Fonte e créditos de imagem: Agência CNI de Notícias

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