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Seis mitos sobre Automação Inteligente

A automação de processos robóticos (RPA) tornou-se uma prioridade para empresas de todos os portes e segmentos na jornada de Transformação Digital.


De acordo com o relatório Automation Now & Next, publicado recentemente com base em uma pesquisa com 1.000 líderes do setor, 95% dos entrevistados consideram a automação um componente chave de suas estratégias de transformação. Ela é usada para otimizar e acelerar os processos de negócios e liberar os funcionários para se concentrarem em projetos de maior valor, e isso também ocorre no mercado brasileiro.


Embora a automação inteligente (evolução da automação da tecnologia de RPA, com a agregação de tecnologias que permitem acelerar projetos, e aumentarem o número de processos que podem ser automatizados e que podem ser usados em todas as áreas das empresas) tenha aumentado em popularidade com as organizações nos últimos anos, ainda existem pessoas que têm dúvidas sobre o que é robotização de processos e os benefícios que sua adoção apresenta. Neste artigo, abordarei os principais mitos e discutirei a realidade atual de cada um.


Primeiro mito: Automação inteligente é aplicável apenas em processos com muitos documentos


Esse é um equívoco que escuto com frequência quando converso com CIOs. Tal afirmação é baseada na avaliação das tecnologias existentes 15 anos atrás. Naquela época as tecnologias não conseguiam analisar dados armazenados em documentos como PDFs, faturas e planilhas.


E então, a automação de processos robóticos (RPA) chegou e as pessoas disseram: “Uau, esta é a solução especialmente projetada para processamento de documentos pesados”, sem pensar que tinha potencial para fazer muito mais. Naquela época, o RPA foi estereotipado, porque era bastante básico. Ele tinha uso limitado na automação de processos baseados em regras, como extrair dados de planilhas.



Hoje, a tecnologia de automação inteligente transformou completamente a forma como as empresas automatizam processos. Ela simplifica a transformação, e isso significa que uma pessoa não tão técnica pode automatizar tarefas sem precisar de especialistas para ajudar. Quase qualquer processo de front-office ou back-office pode ser automatizado com automação inteligente, quando bem escolhidos e piorizados. Pode também organizar o trabalho de equipes ou coletar todos os tipos de dados, analisá-los, tomar decisões, através do uso de inteligência artificial, e aprender com o uso de Machine Learning. Ela também pode incorporar análises avançadas para inteligência operacional e de negócios, oferecendo insights sobre a eficiência de sua força de trabalho digital. A automação inteligente pode, até mesmo, ajudar a prever o futuro das operações.


Segundo mito: Automação inteligente pode criar processos complexos


Eu também já ouvi essa fala muitas vezes. Digamos que um departamento financeiro esteja esperando por uma grande implementação de um Enterprise Resource Planning (ERP). Eles têm muitas lacunas hoje, e estão resolvendo os problemas usando soluções baseadas em planilhas ou outras soluções manuais.


O departamento de TI informa ao pessoal de finanças que todas as planilhas serão substituídas assim que o programa de ERP chegar. Quando? Qual o tempo necessário para uma nova implementação, ou o desenvolvimento de novas integrações? Então, o que acontece até lá? O pessoal de finanças está se afogando com dezenas e dezenas de planilhas – esse sim é um processo ruim, que pode gerar complexidades, baixa produtividade e erros.


Além disso, acompanhar a demanda de negócios torna-se um desafio. Afinal, o pessoal de finanças não pode dizer à gerência: “Ei, não posso escalar minhas operações até que meu ERP esteja pronto, e isso levará dois anos”. A automação inteligente permite, em curtíssimo tempo, resolver problemas causados por processos manuais, sem a necessidade de novos sistemas ou integrações complexas. O processo pode ser automatizado, especialmente com o uso de plataforma nativa em nuvem, normalmente, em apenas algumas semanas.


Terceiro mito: o modelo de desenvolvedor cidadão (Citizen Development) é contra as melhores práticas de TI


O Citizen Development, desenvolvimento de soluções realizado por funcionários que não têm formação em TI, está crescendo em popularidade. Ainda de acordo com o relatório Automation Now & Next, “Dos entrevistados, 84% apoiam a ideia de desenvolvedores cidadãos; 37% dizem que treinar desenvolvedores cidadãos é uma das cinco principais prioridades para avançar na disseminação da automação em toda a empresa.”


A demanda pelo projeto é um fenômeno que está acontecendo por causa de fatores como:

• A tecnologia RPA inteligente está se tornando mais fácil de usar

• Os usuários são os especialistas nos processos, e aprendem a usar a ferramenta “low” ou “no-code” com muita facilidade

• Os departamentos de TI estão sobrecarregados com a escassez de mão de obra e muitas iniciativas para lidar, e podem se beneficiar diminuindo o back log de automações

• As áreas de TI definem e cuidam dos aspectos corporativos, do uso de melhores práticas para o desenvolvimento e os aspectos de segurança, controles e auditoria


O Citizen Development, como estratégia, veio para ficar. E pode funcionar sem comprometer as melhores práticas de TI. Como? Você usa a tecnologia certa para fazer isso da maneira certa, o que significa que você deve ter governança, transparência, controle, divisão de responsabilidade e segurança.


Quarto mito: “não preciso de RPA se já tiver uma plataforma Integration Platform as a Service (iPaaS)”


Muitos CIOs já estão investindo de uma forma ou de outra em uma plataforma iPaaS, ou Business Process Management (BPM). Então, a pergunta que eles podem fazer é: “Por que preciso de uma plataforma de automação inteligente?”



Da minha perspectiva, o iPaaS permite desenvolver soluções implementadas com o uso de uma Interface de Programação de Aplicações (APIs). Portanto, se você tem sistemas que necessitam do uso de APIs estáveis e maduras (por conta de alguma característica específica), e possui um time experiente e com o conhecimento técnico dos processos e sistemas, é plenamente viável o uso de RPA. Muitas vezes, a melhor solução pode incluir automação de processos complexos com o uso integrado de automação inteligente e API’s.


Alguns desafios para o uso de API’s:

• As APIs não são compatíveis nativamente com os sistemas e sua adoção apresenta alto grau de complexidade.

• O seu time de técnicos e usuários consideram o uso de API’s muito complexo e acham que requer um grau de especialização e conhecimento que nem sempre estão disponíveis.

• Os usuários finais dependem da área de tecnologia para a execução dos processos, muitas vezes não tendo envolvimento no desenvolvimento. Não podem se envolver com a automação criada para eles.


A conclusão é que as tecnologias iPaaS e automação inteligente atendem necessidades específicas e podem operar em conjunto. O que deve ser sempre considerado nas decisões é o tempo disponível, conhecimento existente, custo e facilidades de gestão.


Quinto mito: Automação inteligente não é segura e não é confiável


As principais soluções de automação inteligente estão equipadas com um forte arsenal de segurança e ferramentas de desenvolvimento e controle, que garantem operações seguras e confiáveis. Em termos de segurança, eles podem proteger dados confidenciais, fornecer controles de acessos e visibilidade total do uso.


Dezenas de milhares de usuários se beneficiam da automação inteligente em todo o mundo, em empresas privadas e governos, essas entidades necessitam de um alto grau de segurança. E, sim, uma plataforma de automação requer todas as certificações de segurança demandada pelas empresas.


Sexto mito: RPA tirará empregos


A automação inteligente não tira empregos. Pelo contrário, ela libera os funcionários de tarefas repetitivas, inclusive aumentando a satisfação e o engajamento dos colaboradores.


Desta forma, os funcionários podem se dedicar a tarefas mais importantes, que requerem características humanas tais como criatividade, interação, administração de exceções e empatia.


Weslyeh Mohriak é country director da Automation Anywhere Brasil

Fonte e imagem: InforChannel

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