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Startup de SC ganha o mundo com soluções customizadas para levar produtividade a fábricas

PackIOT está em 11 países e fornece software adaptado à realidade de cada indústria. Solução aumenta eficiência e produtividades das plantas, e reduz em até 30% desperdício de matéria prima por máquina

Entre os clientes da PickIOT, estão a gigante de cosméticos Granado, a Bispharma, a Neopaq e a canadense Montebello


Fundada em janeiro de 2018, em Santa Catarina, a PackIOT surgiu pequena, mas em menos de três anos expandiu sua atuação, atravessou as fronteiras do Brasil e hoje já está em 11 países. O carro-chefe da empresa é um software desenvolvido e adaptado à realidade de cada indústria para levar eficiência e produtividade ao chão de fábrica. CEO da PackIOT, o engenheiro mecânico Cristiano Wuerzius, conta que foi motivado a criar a startup a partir da constatação de que o usuário nunca estava no centro das soluções para as fábricas.


“Os sistemas todos eram desenvolvidos como top down e, nas pontas, só chegavam as demandas. O centro dos sistemas eram os CEOs e não os usuários. Essa lógica ficou evidente que estava distante da realidade quando passamos a ter os smartphones no bolso”, contou o fundador da PackIOT, em entrevista à Agência CNI de Notícias.


“A partir da minha experiência em indústrias de embalagens e outras startups, vi que poderia levar soluções customizadas para as indústrias, pois quando se tem a ideia do cliente no centro, a tecnologia vira meio. A gente não entrega o software, mas as soluções para ganho de eficiência”, acrescentou.


Wuerzius e três sócios que também carregavam ampla experiência no mercado antes de fundar a startup conseguiram expandir o negócio, em 2019, quando resolveram levar a empresa para Portugal, na tentativa de conquistar espaço no mercado europeu. Atualmente, a PackIOT está em países como Suíça, Canadá, Estados Unidos, Polônia, Hungria, México e Biolorússia.


Financiamento para expansão internacional


Os primeiros projetos da startup foram focados em fábricas de embalagens, mas hoje a empresa atua nos mais variados ramos. No fim do ano passado, a startup recebeu um financiamento da holding americana de investimentos GSS, que já tem no seu portfólio duas grandes empresas do setor industrial (Dennis Group e Genesis AEC). O principal objetivo do investimento foi a expansão internacional da PackIOT, por meio da contratação de novos talentos em negócios e tecnologia.


Entre os clientes da PickIOT, estão a gigante de cosméticos Granado, a Bispharma, a Neopaq e a canadense Montebello. As soluções personalizadas produzidas para fábricas passam sempre pela adaptação do software às necessidades de cada planta industrial.



Segundo Wuerzius, o sistema busca levar produtividade e eficiência a partir de informações precisas e otimização dos processos. “Assim, podemos saber quantas peças produzi, a minha meta do mês, comparar turnos, fazer projeções. Tudo isso você tem na mão em tempo real para a fábrica”, detalhou.


“Muito facilmente, com esta implementação, um gerente de uma fábrica consegue saber quanto está produzindo, quais os gargalos por turno, por linha, por máquina. Pode parecer uma questão muito simples, mas poucos gerentes fabris conseguem responder de forma imediata”, emendou.

Na avaliação do CEO, as empresas que não investirem em tecnologia para se adequar à realidade da indústria 4.0 ficarão para trás e correrão o risco de serem varridas do mercado.


“O fato de estar no Brasil não é desculpa para a empresa não se digitalizar. Entendo que quem não participar desse processo perderá muito em eficiência e transparência, e ficará para trás”, destacou. “É importante lembrar que a revolução da indústria 4.0 é centrada no ser humano acima de tudo. A ideia é ajudar quem está na ponta”, completou.



Os sócios de Cristiano Wuerzius são Fernando Pacheco, ex-diretor de operações da Samba Tech; Eduardo Weingartner, PhD pela ETH Zürich, da Suíça; e Mário Ishikawa, especialista em sistemas para indústria. A equipe da empresa conta hoje com quase 20 profissionais divididos entre Florianópolis (time de desenvolvimento), Lisboa (negócios) e Nairobi, no Quênia, (ciência de dados).


Por: Diego Abreu

Fonte e imagens: Agência CNI de Notícias

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