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Três organizações que se destacam na implementação e colhem excelentes resultados com Indústria 4.0

  • Foto do escritor: BR40
    BR40
  • 17 de out. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 21 de jul. de 2023

A Quarta Revolução Industrial tem feito diversas organizações combinarem uma gama de tecnologias para sanar algumas dores, com interrupções e instabilidades das operações, falhas na cadeia de suprimentos e a valorização da jornada do cliente.


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Em meio a esses desafios, as principais indústrias começaram a revisar suas estratégias de crescimento, sendo inspiração para outras. Essas companhias são chamadas de “faróis” pelo Fórum Econômico Mundial.


Em meados de 2021, a entidade lançou o estudo “Global Lighthouse Network: Reimagining Operations for Growth”, em parceria com a consultoria McKinsey & Company, para mostrar como as indústrias têm abraçado a disrupção para criar novas oportunidades.


Por isso, anualmente, o Fórum Econômico Mundial lança esse estudo para mostrar quais companhias são faróis para dar uma direção a outras.


As organizações inseridas na Indústria 4.0 perceberam que não podem mais operar da mesma maneira. Elas entendem que é preciso responder rapidamente às mudanças demandadas pelos clientes, que estão cada vez mais atentos a questões como sustentabilidade.

Isso significa entender quem são eles e criar produtos customizados para cada um. Para isso, as indústrias priorizam a inovação de modelos de negócios que alavancam a adoção de tecnologias 4IR (Quarta Revolução Industrial), como:

  • Robótica

  • Realidade aumentada

  • Realidade virtual

  • Blockchain

  • Internet das Coisas (IoT)

  • Inteligência Artificial

  • Big Data

  • Cloud

  • Manufatura Aditiva (3D)

Uma das vantagens de adotar tecnologias 4IR, como as citadas acima, é ter uma maior transparência nos comportamentos de compra e na escolha do cliente. Quando uma empresa mantém insights atualizados sobre as preferências individuais ou em grupo de consumidores, ela sabe o que é necessário para se tornar ou permanecer relevante para ele.


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A personalização de experiências em massa já é uma realidade. As organizações que entendem isso estão inovando os modelos de negócios, fazendo o melhor uso dos recursos para entregar produtos únicos ao mercado em velocidades sem precedentes.


Quer inspirar a sua empresa com essa jornada? Confira como 3 companhias viraram a chave e são destaques quando o assunto é Indústria 4.0.


1. Tsingtao impulsionou crescimento com tecnologias 4IR


A Tsingtao é a segunda maior cervejaria da China e a sexta maior do mundo. A companhia tem em seu portfólio diversos tipos personalizados de cervejas para atender à demanda do consumidor.


Em uma estratégia para criar novos modelos de negócio, ela utilizou tecnologias 4IR em toda sua cadeia de valor para otimizar a interação com o cliente, no desenvolvimento de novos produtos, na produção e na distribuição deles.


Ao capturar as preferências do cliente com precisão, a Tsingtao permitiu ir em direção ao marketing personalizado. A empresa apresentou a primeira plataforma de customização on-line do setor, permitindo embalagens customizadas para canais de vendas B2B e B2C.


“Por meio da transformação digitalizada das linhas de produção. Os funcionários reduziram os prazos de entrega de produtos personalizados de uma média de 45 para 20 dias. A quantidade mínima por pedido diminuiu de 3.000 para 15 caixas e a receita pela venda de 1.000 litros aumentou 158%, de acordo com os cálculos da fábrica”, disse Huang Kexing, presidente da Tsingtao Brewery.


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Essas embalagens contam com uma espécie de “impressão digital” (uma identidade única do rótulo), que identifica toda a informação de elementos de sabor que geram demanda para orientar o desenvolvimento de novos produtos.


Assim, a Tsingtao permite produção flexível, gerenciamento automático de qualidade e produção imediata e em pequenos lotes das cervejas mais demandadas. Tudo isso com o apoio de Inteligência Artificial, levando eficiência e rapidez aos processos e clientes.


Resultados obtidos:

  • Redução de 56% no tempo de espera para entrega de um produto.

  • 50% a menos no tempo para programar uma produção.

  • Aumento de 50% na precisão da previsão de demanda por uma cerveja.

  • 70% a menos de chance de mudar um produto.

  • Aumento de 37% na preferência da marca.


2. Novo Nordisk potencializou capacidade homem-máquina


A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk implantou tecnologias 4IR para aprimorar a capacidade de seu maquinário. Isso foi possível porque ela conseguiu melhorar o Índice OEE (sigla para Overall Equipment Effectiveness ou Eficiência geral de Equipamento).


O Índice OEE mede o quanto um equipamento pode agregar valor a uma planta ou chão de fábrica. No caso da Novo Nordisk, a combinação de engenharia de dados, analytics e aplicativos para lidar com as operações potencializaram no gerenciamento de desempenho das máquinas.


De um lado, um sistema automatizado coleta cada perda de desempenho de uma máquina, com o mínimo de intervenção humana. Do outro, os colaboradores têm acesso a esses insights em tempo real para possíveis intervenções, quando necessárias.


Aqui vale destacar o papel das colaborações humano-máquina e humano-humano na jornada. Os funcionários da linha de frente foram diretamente envolvidos no desenvolvimento de aplicativos, aprimorando a experiência de trabalho em toda a cadeia.


Resultados obtidos:

  • Melhoria de 10 pontos percentuais na eficácia geral dos equipamentos utilizados na linha de frente.

  • Redução de 40% a 85% no tempo de inatividade não planejada.

  • Aumento de 10% a 20% na eficiência dos colaboradores.

  • Mais de 10 novas funções criadas a partir da adoção de recursos digitais e analíticos.

  • Integração de aplicativos e de 3 plataformas de dados a 10 sistemas de TI diferentes.


3. Henkel buscou crescimento sustentável


A Henkel, empresa alemã de produtos químicos, como detergentes e cosméticos, tem um compromisso de reduzir em pelo menos 65% a sua pegada de carbono até 2025. Na tentativa de atingir esse objetivo, ela alavancou o uso de tecnologias 4IR em todos os seus locais de produção.


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A fabricante criou em 2013 uma plataforma de dados baseada na nuvem para escalar essas tecnologias, conectando sistemas físicos e digitais de 30 fábricas e outros seis centros de distribuição ao redor do globo. São centenas de sistemas de eficiência on-line e milhares de sensores conectados, produzindo, diariamente, mais de 1 milhão de pontos de dados.


O resultado é que a Henkel tem um novo benchmarking de suas plantas em tempo real. Ou seja, é possível que todos os pontos dessa rede (as tais 30 fábricas e seis CDs) consigam identificar as práticas mais eficazes e sustentáveis.


Toda essa estratégia resultou em efeitos diretos nas ações de sustentabilidade da instituição. O exemplo destacado pela publicação do Fórum Econômico Mundial é o de uma fábrica da Espanha, que conseguiu aumentar a sua eficiência energética. A responsável por isso responde pelo nome de digitalização.


A fabricante alemã digitalizou um processo de alto consumo de energia (o que transforma um detergente líquido em sabão em pó) ao incorporá-lo ao gêmeo digital (uma réplica em 3D da fábrica, hospedada na nuvem).


Com ajuda de um sistema potencializado com machine learning, é possível simular operações e definir regras que resultem numa operação sem falhas, bem como ações de sustentabilidade e segurança. O resultado foi uma redução de 16% no consumo total de energia, de 4% do uso de água e 35% a menos na geração de lixo.


A expectativa é que a solução seja replicada em outras 17 fábricas equipadas com a estrutura que realiza o processo de secagem por aspersão (spray drying).


A publicação ainda ressalta outros impactos indiretos do uso de tecnologia em prol das ações de sustentabilidade. Um exemplo é a conectividade e a digitalização do chão de fábrica, que permitem o monitoramento e benchmarking em todos os locais de produção para identificar as práticas mais eficazes e sustentáveis. A Henkel diz ter conseguido eliminar em 70% o uso de papel.


Resultados obtidos:

  • Redução de 70% dos processos de fabricação de papel no chão de fábrica.

  • 35% de redução no desperdício total.

  • Redução de 16% no consumo total de energia

  • Uso de CO2 diminuiu 10%.

  • Redução de 4% no uso total de água.


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Por: Rodrigo Portes

Diretor de Vendas | Diretor Comercial | Gerente Nacional de Vendas | Gerente de Vendas Sênior | Mentor | Palestrante | Autor | Transformação Digital | Indústria 4.0

Fonte: Linkedin Rodrigo Portes - BR4.0

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